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pequena plantação de sonhos

em mim há tanto e tanto que ainda não sei não me conheci a tempo e dar tempo de ser - para ser  tão sublime e, ao mesmo tempo, inutilmente (?) existir morrerei em poemas que sopram dentro de mim e no mistério da superfície que se vê e não se enxerga há uma realidade tão desumana no ar - em terra - que ouço  que ouço em soluços oblíquos e tão antigos ainda presentes  : não sentes? carregando um peso desacreditado em cores - num único adeus não ando disponível sem insistência e não compactuo de suas leis - não! reinicio alguns escritos, antes descobertos de oxítonas, e que hoje contém  um céu, um tambor, um alguém, um sofá e abajur ( ne me quitte pas ) talvez eu devesse dizer que não quero mais celular e tentasse morar na serra observando o sol ao natural e não mais em papel de parede ou em telas pois, na parede do meu quarto há um sol (eu o vejo) refletindo as viagens que fiz e as que não fiz na minha casa não habitam crianças - cresceram tão rápido! (existiram ao men...

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